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Codigestão de resíduos de plantas de etanol 1G2G

Pesquisa avalia a viabilidade econômica da produção de biogás em biorrefinarias 1G2G através da co-digestão de resíduos. Resultados indicam maior eficiência energética e sustentabilidade em comparação à mono-digestão.

Redação Energia e Biogás
Redação Energia e Biogás
Publicado em 14 de ago, 2024
Codigestão de resíduos de plantas de etanol 1G2G
Quartas de Divulgação Científica
Pesquisa

Codigestão de resíduos de plantas de etanol 1G2G

Desempenho econômico da produção e uso de biogás a partir da codigestão de resíduos em biorrefinarias

Resumo do Artigo 

O artigo aborda a recuperação de bioenergia por meio da digestão anaeróbica (DA) como uma abordagem eficaz para a gestão de resíduos em plantas industriais, especialmente em biorrefinarias de cana-de-açúcar. A pesquisa analisa a viabilidade econômica da co-digestão de resíduos de primeira e segunda geração (1G2G) em uma biorrefinaria integrada, considerando a produção de eletricidade e biometano. Quatro cenários de digestão foram avaliados: mono-digestão de vinhaça de 1G, mono-digestão de vinhaça de 2G, e co-digestão de vinhaça, bagaço e licor de desacetilação. Os resultados mostraram que a co-digestão oferece vantagens significativas em termos de produção de biogás e viabilidade econômica, destacando-se como uma solução promissora para maximizar a eficiência energética e a sustentabilidade nas biorrefinarias.

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Autores (as) 

O artigo foi escrito pelos (as) autores (as):

  • Maria Paula C. Volpi
  • Lucas T. Fuess
  • Bruna S. Moraes

Principais Pontos de Destaque

O artigo destaca a recuperação de bioenergia através da digestão anaeróbica (DA) como uma abordagem eficaz para a gestão de resíduos em plantas industriais, especialmente em biocombustíveis de cana-de-açúcar. A co-digestão de resíduos é enfatizada como uma estratégia que aumenta significativamente a produção de biogás em comparação com a mono-digestão.

Objetivo do Artigo

O objetivo do artigo é avaliar a viabilidade econômica da produção de biogás a partir da co-digestão de resíduos em uma biorrefinaria integrada de etanol de primeira e segunda geração (1G2G), além de analisar sua aplicação na produção de eletricidade e biometano.

Metodologia Utilizada

A análise econômico-tecnológica foi baseada em um modelo de biorrefinaria de cana-de-açúcar com capacidade de moagem de 4 milhões de toneladas. Foram considerados diferentes cenários de digestão (mono e co-digestão) e a viabilidade econômica foi avaliada em termos de taxa interna de retorno (TIR), valor presente líquido (VPL) e período de payback descontado. Os dados financeiros foram analisados utilizando funções específicas do software Microsoft Excel.

Resultados Encontrados

Os resultados indicaram que a co-digestão de vinhaça, bagaço e licor de desacetilação durante a temporada decolheita, e a co-digestão de bagaço e licor de desacetilação na entressafra, apresentaram melhor desempenho econômico em comparação com os cenários de mono-digestão. A análise revelou que a implementação de sistemas de DA pode ser economicamente viável e benéfica para a sustentabilidade das biorrefinarias.

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Conclusão

O estudo conclui que a co-digestão de resíduos em biorrefinarias de cana-de-açúcar não apenas melhora a produção de biogás, mas também apresenta uma alternativa economicamente viável para a gestão de resíduos, contribuindo para a sustentabilidade ambiental e a geração de energia limpa. A pesquisa sugere que a adoção de práticas de co-digestão pode ser uma estratégia eficaz para maximizar a eficiência energética e a viabilidade econômica das biorrefinarias.

Acesso ao artigo completo

Divulgação Científica: para informações mais detalhada da metodologia utilizada e dos valores do potencial de biogás, entre outras misturas para codigestão, acesse o artigo completo:

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Referência Bibliográfica

VOLPI, Maria Paula C.; FUESS, Lucas T.; MORAES, Bruna S. Economic performance of biogas production and use from residues co-digestion in integrated 1G2G sugarcane biorefineries: Better electricity or biomethane?. Energy Conversion and Management, v. 277, p. 116673, 2023. DOI: 10.1016/j.enconman.2023.116673

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