Glossário Técnico
Explore nosso dicionário especializado e tire suas dúvidas sobre os principais termos do setor de Biogás e Biometano.
C
Consumidor Livre
Consumidor que pode optar pela compra de energia elétrica junto a qualquer fornecedor, conforme legislação e regulamentos específicos.
D
Demanda Contratada
Demanda de potência ativa a ser obrigatória e continuamente disponibilizada pela concessionária, no ponto de entrega, conforme valor e período de vigência fixados no contrato de fornecimento. Deverá ser integralmente paga, seja ou não utilizada durante o período de faturamento.
Demanda de Ultrapassagem
Parcela da demanda medida que excede o valor da demanda contratada, expressa em quilowatts (kW).
Diagrama Unifilar
Desenhos técnicos que representam de forma simplificada o projeto de um sistema elétrico. Essencial para projetos e homologação da conexão de sistemas de geração distribuída de energia.
Digestato
É todo efluente da saída de biodigestores que passou por um determinado tempo de retenção hidráulica no processo de digestão anaeróbia. O digestato por ser líquido, pastoso ou sólido, dependendo das características específicas de cada processo de biometanização. Nem todo digestato possuirá características que o permitam ser utilizado como biofertilizante.
Dióxido de Carbono
Composto químico constituído por dois átomos de oxigénio e um átomo de carbono. A representação química é CO₂.
E
Eficiência Energética
A Eficiência energética é uma atividade que procura melhorar o uso das fontes de energia. A utilização racional de energia, às vezes chamada simplesmente de eficiência energética, consiste em usar de modo eficiente a energia para se obter um determinado resultado. Ações de Eficiência Energética possibilitam redução de custos ao reduzir desperdício de energia por perdas e ineficiência de equipamentos e processo.
Empresa de Pesquisa Energética (EPE)
Empresa pública vinculada ao Ministério de Minas e Energia. Tem por finalidade prestar serviços na área de estudos e pesquisas destinadas a subsidiar o planejamento do setor energético.
Energia Incentivada
A Energia produzida através de fontes de energia (PCHs, eólica, biomassa, solar, etc.), cujo custo de produção tende a ser mais elevado, motivo pelo qual é concedido um desconto de 50% ou 100% no valor da TUSD ou TUST, a fim de viabilizar a competição com as demais fontes.
Engineering, Procurement and Construction (EPC)
Corresponde a Engenharia, Gestão de Compras e Construção, uma modalidade de contrato para execução e entrega da obra totalmente pronta para o contratante, ou seja, Projeto Turn-key – simplesmente para ligar a chave do empreendimento (chave na mão). A principal característica dessa modalidade de contrato é a otimização do cronograma e do orçamento.
Estudo de Impacto Ambiental (EIA)
É um relatório técnico onde se avaliam as consequências para o ambiente decorrentes de um determinado projeto (por exemplo, projeto de implantação de uma usina de energia). É um dos documentos essenciais para solicitação do licenciamento ambiental.
Estudos Ambientais
Todos os estudos relativos aos aspectos ambientais relacionados à localização, instalação, operação e ampliação de uma atividade ou empreendimento, apresentados para análise do processo de licenciamento ambiental, tais como: Estudo de Impacto Ambiental (EIA), Relatório Ambiental (RIMA), Plano ou Projeto de Controle Ambiental, Relatório Ambiental Preliminar, Diagnóstico Ambiental, Plano de Manejo, Plano de Recuperação de Área Degradada e Análise Preliminar de Risco.
F
Fator de Carga
Razão entre a demanda média e a demanda máxima da unidade consumidora, ocorridas no mesmo intervalo de tempo especificado.
Fator de Demanda
Razão entre a demanda máxima num intervalo de tempo especificado e a carga instalada na unidade consumidora.
Fator de Potência
Razão entre a energia elétrica ativa e a raiz quadrada da soma dos quadrados das energias elétricas ativa e reativa, consumidas num mesmo período especificado.
Fontes Renováveis de Energia
São fontes capazes de manter-se disponíveis durante um longo prazo, contando com recursos que se regeneram ou que se mantêm ativos permanentemente, ou seja, recursos não esgotáveis.
G
Gás Natural (GN)
Combustível gasoso, nas condições padrão de temperatura e pressão (CNTP), de origem fóssil, composto por hidrocarbonetos. É essencialmente composto pelos hidrocarbonetos metano (CH4), com teores acima de 70%, seguida de etano (C2H6) e, em menores proporções, o propano (C3H8), usualmente com teores abaixo de 2%.
Gás Natural Comprimido (GNC)
Gás natural (fóssil), e armazenado a uma pressão de 250 bar.
Gás natural Liquefeito (GNL)
Gás natural (fóssil) que, após purificado, é condensado ao estado líquido por meio da redução da sua temperatura a -163 graus Celsius.
Gás Natural Renovável (GNR)
Biometano (biocombustível renovável) atendendo a Resolução ANP nº 734/2018. O GNR é um biocombustível intercambiável e equivalente ao Gás Natural de origem fóssil.
Gasoduto Brasil-Bolívia (GASBOL)
Gasoduto que possui 3.150 quilômetros de extensão, possibilita a importação de gás natural da Bolívia pelo Brasil. É o maior projeto da Gaspetro, subsidiária da Petrobrás, construído em parceria com a Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB).
Gasômetro
Local destinado para armazenamento do biogás e/ou área do reator anaeróbio onde o biogás se acumula. Gasômetros, de baixa pressão, podem ser construídos com materiais rígido (em reatores metálico, fibra de vidro, alvenaria como nos modelos de biodigestores chinês) ou flexíveis (lonas de PVC flexível, PEAD, entre outras membranas). Também há gasômetros de alta pressão destinado para armazenamento de BioGNC.
Geração Centralizada (GC)
Corresponde a grandes centrais de produção de energia elétrica. No Brasil a geração centralizada predomina de usinas hidrelétricas ou termoelétricas com grandes capacidades instaladas.
Geração distribuída (GD)
Geração de energia elétrica junto ou próxima da carga, de qualquer fonte não despachada centralizadamente pelo ONS. A GD é regulamentada pela REN nº 482, publicada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em abril de 2012, que estabeleceu as condições gerais para o acesso de micro e minigeração distribuída aos sistemas de distribuição de energia elétrica. Ela também regulamentou o sistema de compensação de energia elétrica.
Gerador Elétrico
Máquina que converte energia mecânica em energia elétrica.
Grânulos Anaeróbios
São formados através da auto-imobilização de diferentes micro-organismos na ausência de um meio suporte sólido. Apresentam forma esférica e ocorrem em reatores anaeróbios específicos. A estrutura granular possibilita a presença de diferentes grupos microbianos que promovem, por exemplo: remoção de matéria orgânica, nitrificação, desnitrificação, produção de biogás, entre outros.
Grupo A
Grupo tarifária de energia elétrica composto de unidades consumidoras (UCs) com fornecimento em tensão igual ou superior a 2,3 kV, ou, ainda, atendidas em tensão inferior a 2,3 kV a partir de sistema subterrâneo de distribuição e faturadas neste Grupo nos termos definidos no art. 82, caracterizado pela estruturação tarifária binômia e com subdivisões. Resolução ANEEL n. 456, de 29 de novembro de 2000 (Diário Oficial, de 30 nov. 2000, seção 1, p. 35). Caracterizado pela estruturação tarifária binômia e subdividido nos seguintes subgrupos:
a) Subgrupo A1 – tensão de fornecimento igual ou superior a 230 kV;
b) Subgrupo A2 – tensão de fornecimento de 88 kV a 138 kV;
c) Subgrupo A3 – tensão de fornecimento de 69 kV;
d) Subgrupo A3a – tensão de fornecimento de 30 kV a 44 kV;
e) Subgrupo A4 – tensão de fornecimento de 2,3 kV a 25 kV;
f) Subgrupo AS – tensão de fornecimento inferior a 2,3 kV, atendidas a partir de sistema subterrâneo de distribuição e faturadas neste Grupo em caráter opcional.
a) Subgrupo A1 – tensão de fornecimento igual ou superior a 230 kV;
b) Subgrupo A2 – tensão de fornecimento de 88 kV a 138 kV;
c) Subgrupo A3 – tensão de fornecimento de 69 kV;
d) Subgrupo A3a – tensão de fornecimento de 30 kV a 44 kV;
e) Subgrupo A4 – tensão de fornecimento de 2,3 kV a 25 kV;
f) Subgrupo AS – tensão de fornecimento inferior a 2,3 kV, atendidas a partir de sistema subterrâneo de distribuição e faturadas neste Grupo em caráter opcional.
Grupo B
Grupo tarifária de energia elétrica composto de unidades consumidoras (UCs) com fornecimento em tensão inferior a 2,3 kV, ou, ainda, atendidas em tensão superior a 2,3 kV e faturadas neste Grupo nos termos definidos nos arts. 79 a 81, caracterizado pela estruturação tarifária monômia e com subdivisões. Resolução ANEEL n. 456, de 29 de novembro de 2000 (Diário Oficial, de 30 nov. 2000, seção 1, p. 35). Subdividido em quatro subgrupos:
a) Subgrupo B1 – Residencial e Residencial baixa renda;
b) Subgrupo B2 – Rural; Cooperativa de eletrificação rural; Serviço público de irrigação;
c) Subgrupo B3 – demais classes;
d) Subgrupo B4 – iluminação pública.
a) Subgrupo B1 – Residencial e Residencial baixa renda;
b) Subgrupo B2 – Rural; Cooperativa de eletrificação rural; Serviço público de irrigação;
c) Subgrupo B3 – demais classes;
d) Subgrupo B4 – iluminação pública.
Grupo Gerador
Equipamento de médio ou grande porte que fornece energia elétrica sempre que ocorrem falhas ou oscilações no abastecimento da rede elétrica. Basicamente consiste em um motor e um alternador.
H
Hidrólise
É a primeira etapa do processo de digestão anaeróbia, também considerada como etapa sólida. Na hidrólise que a matéria orgânica insolúvel é convertida (quebrada) em matéria solúvel, ou seja, proteínas, lipídios e hidratos de carbonos (polímeros) são quebrados por bactérias fermentativas hidrolíticas para produzir moléculas menores, facilitando a absorção pelas paredes celulares das bactérias acidogênicas.